Frente Parlamentar tem como meta abrir diálogo com empresários brasileiros

Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo conta com o apoio da Unecs para incluir empresários no debate legislativo

A posse da nova diretoria da Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (CSE) foi realizada na quarta-feira, 27/03, no Clube Naval de Brasília. A cerimônia, que contou com a presença do Vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, reuniu parlamentares de diversos estados do Brasil e executivos da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), entidade de representação empresarial que atua em prol das pautas do setor.

A Frente foi criada em 2015 com o objetivo de auxiliar na formulação de diretrizes que apoiem os setores que representa em importantes demandas, como, por exemplo, na simplificação da carga tributária e na desburocratização do ambiente de negócios.

Segundo o presidente da Frente, o deputado Efraim Filho, uma das metas da nova diretoria é abrir diálogo com os empresários. Para isso, a Unecs é uma ferramenta de aproximação: “Temos o desafio de fazer o País voltar a crescer, retomar o rumo do desenvolvimento. Para isso, é preciso valorizar quem empreende, quem é herói desse País, quem gera emprego, renda, PIB e quem paga seus impostos. O setor de comércio e serviços tem tudo para ser o motor da nossa economia, mas faltava voz. A Frente Parlamentar, em aliança com a Unecs, propicia o preenchimento dessa lacuna que existia de não ter a voz do empreendedor nas grandes decisões do Brasil”.

Unecs

A Unecs é uma entidade de representação do empresariado brasileiro que aglomera nove instituições: Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Automação para o Comércio (Afrac), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL) e Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A Unecs é responsável por 15% do PIB brasileiro; 65% das operações de crédito e débito no país e pela geração de 22 milhões de empregos diretos.

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel destacou que a grande interlocução que existe na cidade é o parlamentar, que, por meio da frente, organiza essa relação na ponta: “O Brasil novo que todos queremos tenderá a ser construído da cidade para o centro. Nós interagiremos com o governo para construir um ambiente mais simples para se empreender e, consequentemente, melhor para se viver. Ninguém vive mais a rua e a cidade do que o setor de bares e restaurantes. Nós empreendemos de portas abertas para a rua. Esse contato possibilita o intermédio do diálogo entre das necessidades do setor, do cidadão e o parlamentar”.

O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, ressaltou a importância de criar canais onde as entidades tenham espaço para discutir e defender os principais objetivos da Unecs. “A criação de suportes econômicos que gerem renda tem um impacto fundamental no setor de material de construção, principalmente quando falamos de construção e reforma de habitação, de desoneração e vários outros”, frisou.

“A frente tem um papel fundamental apoiando essas iniciativas que alteram as legislações e as normais infralegais e fazer com que o País reduza esse excesso de regulação. Existem situações em que tem que haver uma flexibilização da legislação atual para destravar o setor, reduzindo esse custo que acaba impactando o consumidor”, afirmou Emerson Destro, presidente da Abad, enaltecendo o destravamento e a desburocratização, para soltar as amarras dos empresários para que os negócios se desenvolvam e gerem os empregos de que o Brasil tanto precisa.

“Os lojistas têm buscado a desburocratização para trabalhar com maior eficiência, por exemplo, abrir uma empresa em 24h, como acontece nas economias mais modernas. Temos mais de shopping centers e 130.000 lojas que precisam desse apoio. A Alshop e a Unecs, o movimento empresarial como um todo, está aí para ajudar o governo, que está muito bem intencionado”, frisou Nabil Sahyoun, presidente da Alshop, abordando a desburocratização da legislação.

João Sanzovo Neto, presidente da Abras, lembrou que a Frente abre uma oportunidade de diálogo com a classe empresarial e possibilita que projetos que tenham erros e más interpretações possam ser corrigidos. “Ganham os empresários, a economia brasileira e principalmente, nossos consumidores, que são nossa razão de existir. A Abras pretende colocar em pauta suas demandas específicas, que são convergentes com os outros setores, e, assim, sensibilizar os nossos deputados e ajudá-los na construção dos projetos que melhoram a qualidade de atendimento para nossos consumidores”.

José César da Costa, presidente da CNDL, falou sobre a importância dessa união. “Precisamos estar juntos com o novo governo para defender as propostas que incentivam os empreendedores e que vão trazer novamente a credibilidade para os setores. Sempre pensando no lojista, vamos buscar nossas reivindicações junto à Frente”.

“É através da representação política que nós vamos atingir os objetivos da classe empresarial. Nós sabemos o que queremos, e hoje em dia temos a representação de que precisamos”, afirmou Zenon Leite Neto, presidente da Afrac.

O presidente da Unecs e da CACB, George Pinheiro, disse não ser exagero afirmar que a Frente e a Unecs formam uma importante parceria público-privada. “Somos a voz dos empresários e a Frente é a ponte que transforma nossos pleitos em decisões e projetos. É uma honra estar presidindo a Unecs nesse momento em que o país se transforma e busca equilíbrio, que começa com a reforma da Previdência”, afirmou.

 

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