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Renan Santos defende mudanças na legislação trabalhista e corte de gastos durante encontro com presidenciáveis

Renan Santos defende mudanças na legislação trabalhista e corte de gastos durante encontro com presidenciáveis

Notícias

O presidenciável Renan Santos participou nesta terça-feira, 18, do “Encontro com os Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil”, realizado pela UNECS, em Brasília. Durante a plenária, ele respondeu a perguntas de representantes do setor produtivo sobre emprego, segurança pública, inflação e competitividade.

Ao falar sobre a alta informalidade no país, Renan defendeu uma nova legislação trabalhista, com relações mais flexíveis e redução dos custos de contratação.

“A CLT já deu. Já era boa parte do setor de serviços.”

Segundo o presidenciável, o modelo atual não acompanha as novas dinâmicas do mercado de trabalho e acaba estimulando a informalidade. Ele também defendeu a criação de um regime baseado na hora trabalhada, com redução de tributos e contribuições previdenciárias para ampliar a formalização.

Segurança e competitividade

Renan também relacionou a segurança pública diretamente à atividade econômica. Para ele, roubos de cargas, comércio de produtos falsificados e atuação de organizações criminosas elevam os custos de transporte e prejudicam empresas que atuam dentro da legalidade.

“A ausência de segurança pública aumenta o custo do frete e do transporte”, afirmou.

Na avaliação do presidenciável, o combate à criminalidade precisa incluir o enfrentamento ao comércio ilegal e às organizações criminosas que atuam nas cadeias de abastecimento.

Inflação e corte de gastos

Questionado sobre o preço dos alimentos, Renan citou a necessidade de investimentos em infraestrutura, redução dos custos trabalhistas e maior eficiência fiscal.

Ele também defendeu uma reforma do Estado e afirmou que, caso eleito, pretende promover um corte de mais de R$ 200 bilhões nas despesas públicas. Entre as medidas mencionadas estão a revisão de renúncias fiscais, gastos do Judiciário e despesas militares, além da possibilidade de privatizações.

Para Renan, o próximo governo precisará adotar medidas consideradas difíceis para reorganizar as contas públicas e criar um ambiente de maior segurança jurídica para empresas e trabalhadores.