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FCS e UNECS debatem impactos de mudanças na jornada de trabalho em seminário do setor produtivo

FCS e UNECS debatem impactos de mudanças na jornada de trabalho em seminário do setor produtivo

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O presidente da UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), Leonardo Severini, participou nesta terça-feira, 10, em Brasília, do seminário “Modernização da jornada de trabalho”, promovido pela FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo) e pela Coalizão das Frentes do Setor Produtivo. O encontro reuniu parlamentares, economistas e representantes de diferentes setores da economia para discutir os impactos de propostas que tratam da redução da jornada semanal no Brasil.

Durante o debate, Severini destacou a importância de avaliar os efeitos das mudanças sobre os setores de comércio e serviços, que concentram grande parte dos empregos no país e operam com forte presença de atendimento direto à população.

O seminário reuniu lideranças da indústria, do agro, dos transportes e do comércio para discutir os impactos econômicos das propostas em debate no Congresso. Na abertura, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da FPE, defendeu que o tema seja tratado com profundidade e participação da sociedade. “Essa carga não pode ficar só nas costas dos deputados e senadores. É preciso trazer a sociedade para entender o debate”, afirmou.

O deputado Hugo Leal (PSD-RJ) ressaltou que a legislação atual já permite negociações sobre jornada entre empresas e trabalhadores. “Um ponto importante é dizer que ninguém está impedido de reduzir jornada”, disse.

Estudos apresentados durante o seminário também apontaram possíveis impactos econômicos das mudanças. O economista Thiago Xavier, da FIEP, afirmou que simulações indicam queda do PIB em caso de redução abrupta da jornada semanal. “Quando a gente fala de reduzir de 44 para 36 horas, a metodologia aponta para uma queda do PIB de cerca de 3,6% no primeiro ano, podendo chegar a 5% depois”, explicou.

Representando o setor de transportes, Daniela Bernardes, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), alertou para desafios já enfrentados pelo setor. Segundo ela, pesquisa da entidade mostra que 65% das empresas têm dificuldade para contratar motoristas, índice que chega a 44% no transporte de passageiros.

Participantes do seminário também ressaltaram que mudanças nas regras de jornada precisam considerar impactos na competitividade das empresas, nos custos operacionais e na geração de empregos.

Ao final do encontro, representantes do setor produtivo defenderam ampliar o diálogo com a sociedade e aprofundar a análise dos efeitos econômicos antes de qualquer mudança na legislação trabalhista.