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UNECS e ministro Paulo Guedes discutem pautas relevantes para o setor em 2022

Notícias

Representantes das instituições que compõem a União Nacional das Entidades de Comércio e Serviços (UNECS) se reuniram nesta quarta-feira (16), em almoço na sede da instituição. O encontro, comandado pelo presidente da UNECS e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa, contou com a presença do Ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente da Frente Parlamentar de Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS), deputado Efraim Filho (UNIÃO-PB).

Os líderes das entidades – responsáveis por cerca de 17% do PIB nacional e por mais de 27 milhões de empregos –, aproveitaram o encontro para apresentar a Paulo Guedes uma série de demandas que o setor de comércio e serviços entendem como cruciais para o desenvolvimento do país. Boa parte delas relacionadas às reformas estruturais que estão em tramitação no Congresso Nacional.

A reforma tributária, foi uma dessas demandas, apontada pelos líderes como uma das saídas para ao crescimento econômico do país. José César da Costa citou a necessidade de simplificar o sistema tributário e citou o PL 178/2021, de autoria do deputado federal Efraim Filho (União Brasil-PB), que está em tramitação na Câmara dos Deputados e descomplica a entrega das obrigações acessórias – relatórios mensais que as empresas são obrigadas a enviar ao fisco. “A UNECS defende que as obrigações acessórias contidas no nosso sistema, sejam revistas e remodeladas para um formato que seja mais ágil e eficiente, tanto para as empresas quanto para o fisco”, disse José César da Costa.

A desburocratização e a melhora do ambiente de negócios foi outra demanda apresentada pelo setor. “Acreditamos que a reforma administrativa e medidas como a diminuição do tamanho do Estado podem impactar significativamente na atividade empresarial”, disse José César.

A defesa das modernizações das relações trabalhistas, aprovadas em 2017, foi tratada como uma conquista a ser defendida pela sociedade. “A experiência da flexibilização das regras trabalhistas na pandemia mostrou que a reforma de 2017 se mostrou efetiva. Ela contribuiu para a geração de empregos, para evitar demissões e trazer mais segurança jurídica para as contratações”.

Para encerrar as demandas, José César externou a preocupação do setor de comércio e serviços com a votação no Congresso Nacional do veto do presidente da República ao Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no âmbito do Simples Nacional (RELP). O programa permite às empresas a redução de até 90% das multas e juros de multas e juros sobre tributos atrasados.

Acolhimento – O ministro Paulo Guedes recebeu as demandas e levou uma mensagem de otimismo aos dirigentes. Afirmou que o Brasil vai entrar em um ciclo de recuperação econômica e que o país tem margem para estimular a economia, em especial no que diz respeito ao estímulo dos microempreendedores individuais, os MEIs. “Vamos promover um programa de crédito forte para os MEIs. Serão mais de R$ 100 bilhões em dinheiro novo”, prometeu o ministro.

Veto ao Refis – Respondendo aos pedidos de apoio dos dirigentes à derrubada do veto presidencial ao Refis das microempresas, Guedes foi enfático: “Pode divulgar aí que o ministro da Economia é favorável ao veto. Esse veto não foi feito por conta do desejo do ministro, foi um problema de articulação no Congresso. Tenho certeza de que o Congresso vai derrubar o veto”, disse.

Guedes admite que a reforma administrativa tem poucas chances de andar em ano eleitoral, mas disse que o governo já vem fazendo um trabalho de digitalização de serviços do governo que, aos poucos, vai reduzindo os custos da máquina pública. “Essa ação já é um tipo de reforma”, disse.

Com relação à reforma tributária, o ministro disse que o andamento da proposta que tramita no Senado depende muito da mobilização da opinião pública. Disse que o projeto andou bem na Câmara mas que travou no Senado. Para o ministro, a aprovação da reforma seria essencial neste ano e que o ministério está empenhado em ajudar na matéria.

Reforma Trabalhista – O ministro também chamou a atenção para as ameaças à reforma trabalhista. Disse que são os riscos de uma eleição que está por vir e que seria muito bom olhar para frente e tratar o projeto da Carteira de Trabalho Verde e Amarelo com carinho. “Às vezes, é melhor acolher as 40 milhões de pessoas que estão fora do sistema trabalhista. Precisamos criar uma regra, como a Carteira Verde e Amarela, para acolher os jovens que estão entrando no mercado de trabalho”, disse.

Paulo Guedes também recebeu o pedido de apoio ao projeto de PL 2058/2021, que disciplina o afastamento da empregada gestante durante a pandemia. Ele ouviu a explicação dos dirigentes e achou razoável a aprovação do projeto que está para ser votado na Câmara dos Deputados.

Também participaram da reunião Daniela Marques, secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia; Leonardo Miguel Severini, presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD); João Carlos Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS); Paulo Solmucci Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL); Paulo Eduardo Guimarães, presidente da Associação Brasileira de Automação para o Comércio (AFRAC); Geraldo Defalco, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO); e George Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB).

Assessoria de Comunicação da UNECS com informações da Revista Varejo S.A..

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