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Comércio e serviços defendem negociação coletiva em debate sobre fim da escala 6×1

Comércio e serviços defendem negociação coletiva em debate sobre fim da escala 6×1

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Representantes do setor de comércio e serviços defenderam, nesta segunda-feira, 18, que eventuais mudanças na jornada de trabalho e no fim da escala 6×1 sejam discutidas por meio de negociação coletiva entre empregadores e trabalhadores. O posicionamento foi apresentado durante audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa propostas de redução da jornada semanal.

O presidente da UNECS, Leonardo Severini, afirmou que o setor supermercadista reconhece a necessidade de discutir qualidade de vida no ambiente de trabalho, mas alertou para os impactos operacionais de mudanças abruptas.

“O supermercado funciona todos os dias, inclusive domingos e feriados. Qualquer alteração precisa considerar a realidade da operação e garantir equilíbrio para que não haja aumento de custos ao consumidor nem prejuízo na geração de empregos”, declarou.

Já o presidente da CNDL, José César da Costa, defendeu que o debate seja conduzido com cautela e diálogo entre os setores produtivos.

“O comércio brasileiro é formado, em grande parte, por pequenas e médias empresas. É preciso construir uma transição responsável, ouvindo empregadores e trabalhadores, para evitar impactos sobre os negócios e sobre o próprio mercado de trabalho”, disse.

Durante a audiência, representantes do comércio, indústria, transporte, saúde, educação e agronegócio defenderam que a redução da jornada ocorra de forma gradual e respeite as particularidades de cada setor. Entre as preocupações apresentadas estão aumento de custos operacionais, falta de mão de obra e possível pressão inflacionária sobre produtos e serviços.

Autor da PEC apresentada em 2019, o deputado Reginaldo Lopes afirmou que o texto deve prever uma transição e manter espaço para acordos coletivos. Segundo ele, a proposta busca ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores e responder a uma demanda crescente da sociedade por jornadas mais flexíveis.

A UNECS segue acompanhando e contribuindo com o debate no Congresso Nacional, defendendo soluções equilibradas que preservem empregos, garantam segurança jurídica e considerem a realidade operacional dos diferentes setores da economia brasileira.